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13 FEV
2009
Radiação no celular é segura, garantem especialistas.
Radiação no celular é segura, garantem especialistas.

"Não devemos usar muito o celular simplesmente porque a tarifa é maior que a do telefone fixo", brinca Glaúcio Lima Siqueira, professor associado do Centro de Estudo em Telecomunicações da PUC-Rio, que não acredita que os aparelhos causem danos à saúde. 

Para ele, existem diversos mitos ligados à utilização dos aparelhos. Um dos medos mais freqüentes é que eles causem tumores na cabeça. "É impossível que um celular cause câncer", rebate. "Isso é um alarmismo com o qual a comunidade científica não se abate".

 

Segundo Siqueira, a chave para entender os efeitos das ondas transmitidas pelos celulares é saber a diferença entre radiação ionizante e radiação não ionizante. "Dependendo da freqüência da onda, ela interage com a matéria a nível atômico. A onda ionizante tem uma freqüência muito alta", explica o professor que é filiado ao ICNIRP (International Commission for Non-Ionizing Radiation Protection), uma entidade que usa diversas pesquisas cientificas reconhecidas ao redor do mundo para definir as normas de segurança dos telefones celulares.

A radiação ionizante é perigosa para o homem, mas ainda assim muito útil, já que é usada em radioterapias e raios-x. Quando a freqüência diminui, essa onda passa a ser não ionizante - tipo utilizado pelos celulares.

"Em um tecido biológico, o principal efeito da radiação não ionizante é o aquecimento", expõe Siqueira. "O que deve ser definido como limite desse aquecimento é o que o corpo tolera." Esse limiar é estabelecido em 2 W/kg, numa unidade de medida denominada SAR (Specific Absorption Rate ou Taxa de Absorção Específica, em português). Segundo Siqueira, dentro desses limites, a utilização é totalmente segura.

O SAR também é usado para estabelecer o nível de segurança das antenas de transmissão do sinal. "Com base em fatores como frequência do sinal e da altura da torre, calcula-se uma zona de exclusão, que geralmente é de 6 metros", diz Aderbal Bonturi Pereira, diretor para a América Latina do MMF (Mobile Manufacturers Forum). Ele diz que quando se respeita os limites estabelecidos de SAR nos aparelhos e a distância mínima das estações rádio-base, o risco para a saúde é nulo.

Em raríssimas situações, porém, podem ocorrer alguns efeitos, chamados de não térmicos. "Da mesma maneira que algumas pessoas não toleram luz muito forte, por exemplo, há casos em que o eletromagnetismo pode causar sintomas como dores de cabeça ou insônia". Esses efeitos são chamados de não térmicos e, segundo o professor, além de quase nunca ocorrerem, não ameaçam a saúde dos usuários. "Existem três bilhões de celulares no mundo, se eles fizessem mal nós certamente já saberíamos", analisa. 

Estudos nacionais também apontam segurança dos celulares.

Há, também no Brasil, estudos que comprovam isso. "Desenvolvemos trabalho de pesquisas nesta área desde 2004, utilizando recursos do Fundo para o Desenvolvimento das Telecomunicações", revela Luiz Carlos Neves, gerente de Inovação e Marketing de Produto da Diretoria de Laboratórios e Infra-estrutura do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). "Uma das áreas de estudo foi a influência da radiação não ionizante sobre células humanas. Os resultados obtidos até o presente momento indicam que as restrições básicas para a população em geral são seguras." "Estamos iniciando novas pesquisas de efeitos biológicos á exposição da radiação", conta.

"Muitas vezes a mídia divulga estudos que são inconclusivos ou não foram feitos de maneira adequada", adverte Glaúcio Siqueira. Ele explica que essas pesquisas podem ser realizadas com células in vitro, em cobaias ou em amostragens de uma população, no que é chamado de pesquisa epidemiológica. "A epidemiológica só é valida se for realizada em um grande número de pessoas, num período de pelo menos dez anos". Siqueira diz também que muitos dos resultados obtidos in vitro ou em testes com animais quase sempre só aparecem porque é usada uma energia muito maior a que somos expostos em nosso dia-a-dia. 

O que a radiação poderia causar?

Ocasionalmente, porém, surgem pesquisadores que dizem ter descoberto ligações entre o uso de celulares e doenças. No ano passado, por exemplo, o Dr. Lennart Hardell, do Universidade de Örebro na Suécia, revisou estudos epidemiológicos publicados e disse ter encontrado evidências de que tumores têm maior probabilidade de ocorrer no lado da cabeça em que os celulares são usados e que uma hora de uso por dia aumenta o risco de tumores em 10 anos ou mais. Essa preocupação com a ligação entre celulares e câncer fez, inclusive, surgir o Interphone, um projeto cooperativo em que 10 países desenvolvem estudos sobre o tema.

Os fabricantes de celulares têm no MMF (Mobile Manufacturers Forum) o seu porta voz quando o assunto é a radiação emitida pelos aparelhos. Para a entidade, o uso dos aparelhos é totalmente seguro. "Já foram realizados mais de 25 mil estudos e toda pesquisa tem que ser duplicada e verificada", argumenta Aderbal Bonturi Pereira, diretor para a América Latina do MMF. "Existem alguns produtos químicos, existentes em cosméticos, por exemplo, que foram muito menos estudados", fala Pereira sobre outros possíveis agentes maléficos a saúde.

O MMF é uma associação internacional de fabricantes de equipamentos de telecomunicações, com foco em comunicações celulares ou sem fio. Ela foi criada em 1998 para facilitar o financiamento em conjunto de projetos de pesquisas científicas e colaborar com temas regulatórios, de padronização e de comunicação relacionados à segurança da tecnologia sem fio.

 

Fonte: Uol Tecnologia
Por Robinson Melgar

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