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1 JUL
2008
Radioterapia e supressão de hormônio masculino no tratamento do câncer de próstata.
Radioterapia e supressão de hormônio masculino no tratamento do câncer de próstata.

Estudo publicado na revista Journal of the American Medical Association (Jama), afirma que a combinação do tratamento com supressão de testosterona (TST) com a radioterapia pode aumentar as chances de sobrevivência dos homens com câncer de próstata localizado.

Diversos estudos documentaram um aumento da sobrevivência quando a terapia de TST é combinada com radioterapia em comparação à aplicação da radioterapia de forma isolada.

No entanto, quando há outros quadros patológicos associados à doença, podem aumentar os efeitos negativos de tratamentos anticâncer específicos como a TST, alterando o benefício observado quando a TST é associada à radioterapia.

A equipe de Anthony D’Amico, do Instituto de Câncer Dana Farber, em Boston, realizou análise de padrões de sobrevivência em 206 homens com câncer de próstata localizado em subgrupos definidos por nível de comorbidade. Os pacientes foram tratados, aleatoriamente, com TST e radioterapia, ou apenas radioterapia. Durante um acompanhamento de 7,6 anos, foram registradas 74 mortes.

As estimativas de sobrevivência foram consideradas altas para homens tratados com as duas terapias combinadas. As estimativas de incidência cumulativa de mortalidade causada especificamente por câncer favoreceram o grupo tratado com as duas terapias (quatro mortes, contra 14 no grupo tratado apenas com radioterapia). O risco se refletiu no aumento da mortalidade em geral, que foi de 30 mortes entre os tratados com as duas terapias e 44 entre os que receberam apenas radioterapia.

Uma interação considerável foi notada entre o nível de comorbidade e o tratamento. Para os 157 homens sem comorbidades, o tratamento com as duas terapias foi associado a um significativo aumento da sobrevivência: 11 mortes, contra 31 com apenas radioterapia.

Entre os 49 homens com comorbidades moderada ou severa, a associação das duas terapias não foi tão eficiente em relação à mortalidade em geral (não causada apenas pelo câncer): 13 mortes, contra 19 entre os tratados só com radioterapia.
"A importância clínica dessa descoberta é que doenças preexistentes em comorbidade podem aumentar os efeitos negativos de tratamentos anticâncer específicos como a TST”, disseram os autores.

“A conclusão é que o acréscimo de seis meses de terapia de supressão hormonal à radioterapia resultou em uma sobrevivência mais longa dos homens com câncer de próstata localizado. Esse resultado pode ser pertinente apenas para homens sem comorbidade moderada ou severa, mas serão necessárias mais análises em testes clínicos específicos para avaliar melhor essa interação”, afirmaram os pesquisadores.

 

Fonte: Agência FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=8331

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