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15 FEV
2010
Ver por Dentro
Ver por Dentro

Um dos mitos mais arraigados da humanidade é a capacidade de visualizar por dentro o corpo humano. Desde os primórdios da medicina são utilizadas técnicas que procuram verificar o estado dos órgãos humanos internamente. Provavelmente uma das descobertas mais importantes neste sentido foi feita por Wilhelm Roentgen no dia 8 de novembro de 1895 que descobriu a capacidade dos raios X de atravessar um órgão humano, no caso a mão de sua esposa, impressionar uma chapa e, após revelação, criar a primeira radiografia.

Essa descoberta foi tão importante que alterou decisivamente os rumos da medicina ocidental. Surgiram diversos outros métodos de “enxergar” por dentro, que foram denominados métodos de diagnóstico por imagem. A tomografia computadorizada, a mamografia, a densitometria óssea e até os métodos que não se utilizam de radiação ionizante como é caso dos raios x, também foram incluídos na categoria dos métodos de diagnóstico por imagem. É o caso da ultrassonografia, da ressonância magnética dentre outros.

O desenvolvimento dos métodos de diagnóstico por imagem reduziram drasticamente os procedimentos cirúrgicos e interferiram decisivamente nos diversos métodos terapêuticos.Praticamente todos os sistemas do corpo humano, desde o sistema nervoso até o tecido ósseo podem ser avaliados tanto sob o ponto de vista anatômico como sob aspectos funcionais através destes métodos.Doenças anteriormente nunca detectadas passaram a ter seu diagnóstico realizado com relativa facilidade, como os tumores cranianos, os acidentes vasculares, processos inflamatórios em regiões de difícil acesso do organismo como as regiões intra-ósseas. 

Atualmente esta área evoluiu tanto que existem aparelhos capazes de avaliar os tecidos sob o ponto de vista molecular demonstrando inclusive quais os tipos de elementos químicos que estão alterados naquela região e qual a tradução disso em termos de doenças. A esquizofrenia, por exemplo, pode ser avaliada hoje através da ressonância magnética e existem trabalhos que demonstram alterações de elementos bioquímicos em determinadas regiões cerebrais que estão relacionadas à esse tipo de doença e sua evolução.

O ultra-som 3 D,outro exemplo, utiliza-se das técnicas de reconstrução de imagens e “renderização” (reconstrução volumétrica) para verificar a existência de malformações fetais em praticamente toda a gravidez. O mais importante na ótica dos radiologistas para que esses exames sejam efetivamente úteis é de que eles sejam bem indicados: um clinico, um cirurgião, um obstetra devem utilizar esses métodos quando houver uma indicação precisa, o que nem sempre acontece.

Como esses exames incorporam vários tipos de tecnologia acabam tendo um custo relativamente alto e por isso mesmo, podem onerar o sistema de saúde pública e suplementar.Outro dado importante é de que o surgimento de novas modalidades em imagem não invalida a importância das anteriores. Por exemplo: o surgimento da tomografia computadorizada não eliminou a necessidade do raio x convencional assim como a ressonância magnética não fez desaparecer a necessidades de exames com tomografia e ultra-som.Estes custos vão sendo incorporados de forma cumulativa nos sistemas mencionados

Outro problema é a dificuldade de acesso que as pessoas têm a esse tipo de exame pelo sistema de saúde pública o que acaba gerando uma angústia e uma dificuldade diagnóstica já que muitas vezes os mesmos são necessários para definir um tratamento ou uma conduta médica. Daí a importância de que os métodos de diagnóstico por imagem sejam utilizados com critério: para atingir efetivamente os objetivos desejados e para que mais pessoas tenham acesso às este tipo de tecnologia.

*Omar Taha é médico radiologista, diretor do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Associação Médica de Londrina 

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