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9 FEV
2010
Exame radiográfico do tórax de cães e gatos
Exame radiográfico do tórax de cães e gatos

É de suma importância que os exames de tórax sejam produzidos tecnicamente repetitivos, para que se possa estabelecer um padrão radiográfico, conseguindo assim estabelecer radiografias de qualidade técnica comparáveis.

O posicionamento de rotina inclui duas incidências (projeções), sendo uma ventrodorsal e outra em láterolateral, o mais usual é o posicionamento em decúbito direito. Pode ser feito em dorsoventral bem como em decúbito esquerdo, conforme o protocolo da clínica.

Embora pouco difundida entre os clínicos veterinários, é sabidamente importante que seja feito os dois decúbitos laterais, principalmente na pesquisa de neoplasias, pois ao posicionar o paciente os lobos pulmonares dependentes do decúbito sofrem uma ação de compressão das estruturas opostas impedindo assim que estes insuflem por completo.

Para uma visibilização completa do parênquima pulmonar, se faz necessário que a exposição dos Raios X ocorra no pico da inspiração, alcançando assim o máximo de contraste entre as estruturas torácicas, salvo em condições específicas.

Deve-se enquadrar no filme a região que compreende entre o manúbrio do esterno e a última costela, com uma folga de 3 cm tanto cranial como caudal, escolhendo assim um tamanho adequado de chassi para que não ocorra cortes e sobras desnecessárias.

A técnica recomendada deve ser a mais rápida permitida pelo aparelho (mAs) combinado com alta kilovoltagem e utilização de mesa buck, isso devido ao fato dos nossos pacientes, na sua maioria apresentarem uma respiração ofegante. Recomenda-se que não utilize aparelhos conjugados, em especial com animais com tórax superior a 07 cm de diâmetro aproximadamente.

Quando ocorre uma subexposição, o parênquima pulmonar fica mais branco dando uma impressão radiológica falsa de aumento de radiopacidade. O oposto, quando ocorre a superexposição, o enegrecimento poderá ocultar alterações patológicas.

Ao posicionar o paciente para a realização do exame em decúbito lateral, os membros torácicos devem estar paralelos um relação ao outro e tracionados cranialmente. Os membros pélvicos também devem estar simétricos entre si e tracionados caudalmente. O esterno e a coluna vertebral devem estar paralelos a mesa e no mesmo nível. O raio central deve incidir na margem caudal da escápula na altura da quinta costela.

Para se verificar o nível liquido em efusões pleurais, utiliza-se o raio horizontal com o paciente em decúbito lateral direito, ou com o animal apoiado nos membros pélvicos com o auxilio do buck mural.

Ao posicionar o paciente em decúbito ventrodorsal, deve-se utilizar um anteparo (calha) para o conforto e tranquilidade do paciente, o esterno deve sobrepor a coluna vertebral, os membros torácicos devem estar tracionados cranialmente e os pélvicos caudalmente. Recentemente descrevi um posicionamento no qual os membros torácicos são tracionados caudalmente para melhor visibilização da região cranial do tórax.

Quando se pretende avaliar a silhueta cardíaca o posicionamento dorsoventral é mais indicado, este posicionamento também deve ser utilizado para pacientes que se comportam melhor e também para aqueles que estão com dificuldade respiratória.

A repetição leva a perfeição, portanto procure memorizar o melhor.

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