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13 ABR
2017
Revista AquiAli publica matéria sobre Radiologia Veterinária
Revista AquiAli publica matéria sobre Radiologia Veterinária

Após estudar o mercado da radiologia veterinária verifiquei muitos avanços. Primeiramente foi a digitalização, que despontou como inovação, pois tal instrumento possibilitava maior visibilidade às imagens radiográficas e qualidade para o serviço, bem como a probabilidade de envio dessas imagens por meio da rede.

Em 2005, foi instalada em São Paulo a primeira tomografia veterinária e, a partir daí, veio o interesse da classe médica para essa modalidade. Hoje no Brasil contamos com muitos equipamentos de última geração.

Outra modalidade da qual a medicina veterinária passou a fazer uso foi a ressonância magnética, que não tardou a chegar.

Dessa forma, estamos caminhando para avanço fantástico na utilização e aperfeiçoamento de tais recursos no âmbito da radiologia veterinária. Com a inauguração do serviço de radioterapia em São Paulo o mercado de diagnósticos na medicina veterinária está se revolucionando.

O Brasil está na direção certa, pois em países da Europa, e principalmente nos Estados Unidos, o uso dessas modalidades já é realidade, que oferece aos pets qualidade nos diagnósticos e a possibilidade assertiva na busca por evidenciar uma patologia e, até mesmo, auxiliar no tratamento de determinada doença.

Há também a possibilidade da medicina veterinária fazer uso da tele-radiologia. Definida como ‘transmissão digital de imagens radiográficas, por meio das tecnologias de informação e de comunicação’, tem o objetivo de permitir o diagnóstico a distância ou emitir uma segunda-opinião especializada.

Tais fatos relatados neste artigo possibilitam-nos observar como o mercado se abre para os profissionais de radiologia, sejam esses técnicos ou tecnólogos. Sendo assim, o avanço desse tipo de serviço irá precisar de mão de obra especializada, e esses profissionais devem deter conhecimento técnico apurado.

No Brasil são poucas as instituições de ensino que qualificam profissionais para esse setor e, por isso, o mercado anda carente de profissionais especializados que possam conduzir esses novos contornos.

A dica que deixo é para que esses profissionais aproveitem o momento aquecido desse setor, pois em 2015 o segmento veterinário cresceu 10%, e o Brasil é o segundo no cenário mundial.

Os amigos de estimação precisam de cuidados iguais aos seres humanos. Então, qualificar-se nessa seção é fundamental para que tanto as empresas quantos os profissionais ofereçam qualidade no tratamento desses animais.

 

(*) Lucivaldo Santos da Silva é professor e diretor do Instituto Cimas.

 

Fonte: Lucivaldo Santos da Silva (*)/Diário do Grande ABC

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